IA & busca
O que um agente de IA
encontra pronto na plataforma.
Iniciativas de IA corporativa costumam esbarrar em quatro obstáculos: dados fragmentados, ausência de permissão por objeto, ausência de trilha de auditoria e falta de um ponto único de execução. No LubyOS os quatro já fazem parte da arquitetura.
Contexto unificado
O agente consulta uma camada de dados já normalizada, na qual cada pessoa, empresa e projeto tem identificador único — sem integrar múltiplas fontes nem reconciliar modelos divergentes.
Permissão herdada
O agente é mais um cliente do mesmo grafo de autorização que governa a interface. O escopo de leitura é exatamente o do usuário em nome de quem ele atua.
Recuperação filtrada na origem
O conteúdo entregue ao modelo já passou pelo filtro de cliente e de usuário dentro do índice, o que elimina a exposição de trechos que seriam descartados depois.
Capacidades declaradas
Cada módulo declara em manifesto as ferramentas que utiliza, os dados que acessa e os destinos externos permitidos. O manifesto é imutável por versão.
Uma ação executada em nome de um usuário percorre a mesma rota autorizada de uma ação manual e produz o mesmo registro de auditoria. O modelo de autorização é o mesmo nos dois casos.
Busca
Busca híbrida sobre aplicativos, ações e conhecimento.
A busca combina um índice léxico e um índice vetorial executados em paralelo, cujos resultados são fundidos por posição relativa. Um item bem classificado nos dois índices prevalece sobre um item bem classificado em apenas um.
- Léxico e semântico são complementares. O vocabulário corporativo é preciso — nomes de clientes, códigos internos, siglas — e é onde o índice léxico tem vantagem. Formulações equivalentes com palavras distintas são recuperadas pelo índice vetorial. Adotar apenas um dos dois reduz a cobertura de forma significativa.
- Infraestrutura própria. O modelo de embeddings é multilíngue e é executado em serviço dedicado dentro da própria infraestrutura. O conteúdo indexado não é enviado a serviços externos.
- Autorização aplicada antes da recuperação. O recorte por cliente e por usuário é aplicado no índice, e não sobre o resultado. Nenhum trecho é retornado para posterior descarte por falta de permissão.
Integração com assistentes de IA
Servidores MCP em produção, com autenticação corporativa.
O MCP é o protocolo aberto que conecta assistentes de IA a ferramentas e fontes de dados. O LubyOS opera servidores MCP próprios, autenticados pelo mesmo provedor de identidade do sistema, de modo que cada profissional utiliza o assistente de sua preferência com os padrões e o conhecimento da organização disponíveis.
Padrões de engenharia
Dez ferramentas que entregam os padrões da organização a quem desenvolve com apoio de IA: estrutura inicial de um módulo, fontes de dados disponíveis, definição de cada entidade canônica, procedimento de autenticação, regras de verificação estática e sua aplicação, tokens de design em JSON, CSS ou Tailwind, catálogo de componentes, procedimento de publicação e validação de manifesto.
O código gerado adota desde a primeira versão a identidade visual, os componentes e os contratos corretos, o que reduz retrabalho na revisão.
Conhecimento operacional
O repositório de procedimentos da organização — criação de aplicativos, alterações no kernel, construção de interfaces, fluxo de versionamento e publicação — versionado e servido por cinco ferramentas: listagem, busca, carregamento, leitura de arquivos de apoio e instalação local no ambiente do profissional.
Procedimentos com inconsistência de formato não são servidos, e a indisponibilidade é comunicada de forma explícita ao assistente.
Autenticação corporativa
Ambos os servidores operam sobre OAuth 2.1 com registro dinâmico de cliente, integrados ao provedor de identidade corporativo e ao login federado da organização. O acesso é concedido por identidade individual e revogado pelo mesmo processo de desligamento dos demais sistemas.
Os servidores operam em modo somente leitura. A inclusão de conhecimento permanece sujeita a revisão humana.
O efeito
Por que servir o padrão pelo MCP muda governança, segurança e qualidade.
Um assistente de IA vai buscar contexto em algum lugar. Sem uma fonte declarada, ele o obtém do repositório que estiver aberto, de uma resposta de fórum ou da própria memória — e o resultado é plausível sem ser correto. O MCP transforma o padrão da organização em algo que o assistente consulta, e não adivinha.
Governança
- O conhecimento entra por revisão. Procedimentos e documentos chegam por proposta com aprovação humana. O assistente lê o repositório; não escreve nele.
- Sem metadados, não é indexado. Identificador, responsável nomeado, versão e data são obrigatórios, e a verificação falha na integração contínua — não em silêncio.
- Rascunho não é servido. Um procedimento ainda não aprovado devolve o nome de quem responde por ele, em vez de uma versão que ninguém referendou.
- Um único validador. A mesma verificação roda no terminal de quem escreve e no servidor que serve. Não existe passar na validação e quebrar depois.
Segurança
- A mesma identidade do resto do sistema. O acesso é concedido por identidade individual pelo provedor corporativo e revogado pelo mesmo processo de desligamento.
- O agente não amplia poder. Um assistente externo nunca alcança mais do que a credencial de quem o opera já alcançava.
- Estes servidores não têm dado de empresa. Eles servem contrato e procedimento. Dado real só existe em tempo de execução, pelo kernel, com isolamento por cliente, permissão por objeto e auditoria.
- O catálogo é somente leitura. Montado sem escrita, com caminho que escape da pasta rejeitado em três verificações e link simbólico ignorado na indexação.
Qualidade
- Os tokens são gerados, não mantidos em paralelo. Saem da folha de estilo do produto. Quando havia mais de uma paleta se declarando a fonte da verdade, o assistente recebia a que não era.
- Seis regras de verificação, três bloqueantes: banco de dados próprio, autenticação própria e tela de login — as três coisas que um módulo não deve ter.
- O manifesto é validado antes de existir. A combinação proibida — módulo de terceiro executando em processo — é rejeitada, e imagem sem digest fixo é sinalizada.
- Entidade canônica chega como contrato. Campos e exemplo de payload, nunca dado real, com a regra de acesso declarada junto.
A verificação estática é heurística, e é o portão de publicação que bloqueia de fato. O papel do MCP é chegar antes: o padrão correto na primeira versão do código, em vez de na terceira rodada de revisão.
